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1º Semestre de 2026

(IFFar, 2016) A Máquina de Turing, proposta por Alan Turing em 1936, é um mecanismo simples que formaliza a ideia de uma pessoa que realiza cálculos, usando um instrumento de escrita e um apagador. O modelo formal de uma Máquina de Turing é baseado em três componentes básicos: uma fita (utilizada para entrada, saída e rascunho); uma unidade de controle que possui cabeça de leitura e escrita sobre a fita; e um programa. Considerando as extensões da Máquina de Turing, a extensão que aumenta seu poder computacional é:

A Múltiplas fitas.

B Múltiplas cabeças.

C Não determinismo.

D Fita bidimensional infinita à esquerda e à direita.

E As extensões da Máquina de Turing não aumentam seu poder computacional.

Na Teoria da Computação, poder computacional refere-se ao conjunto de problemas/funções que um modelo é capaz de resolver ou reconhecer. É um resultado clássico e amplamente demonstrado que todas as variantes listadas (múltiplas fitas, múltiplas cabeças, não determinismo, fita bidimensional ou infinita em ambas as direções, etc.) são computacionalmente equivalentes à Máquina de Turing padrão de fita simples e determinística. Todas reconhecem exatamente a classe das linguagens recursivamente enumeráveis e decidem exatamente as linguagens recursivas.

O que essas extensões alteram é a complexidade (tempo e espaço necessário para resolver um problema), e não a computabilidade. Por exemplo:

Portanto, nenhuma dessas modificações amplia o que é computável; apenas impactam a eficiência. A afirmação da alternativa E está alinhada com a Tese de Church-Turing e com os teoremas de equivalência de modelos de computação.

E As extensões da Máquina de Turing não aumentam seu poder computacional.